Política Externa

Paul Samuelson (1915-2009), o maior pós-keynesiano

por em 11/03/2010

A morte levou Paul Samuelson, um dos dois mais influentes economistas da segunda metade do século XX, quando ele usufruía o momento histórico consagrador de ver suas ideias aplicadas por governos de quase todo o mundo, em resposta à grande crise fi nanceira global de 2008. Considerado um discípulo do keynesianismo, Samuelson, no entanto, nunca adotou essa doutrina como dogma e a atualizou sucessivamente em seu trabalho teórico e prático, sem deixar de defender a essência de que, em situações de crise, o papel do Estado para estimular a economia é vital. Seu trabalho também exerceu poderosa infl uência em políticos e diplomatas que tiveram de lidar com o comércio internacional no período posterior à Segunda Guerra Mundial. O debate acadêmico que travou com Milton Friedman, seu amigo de décadas e o outro mais importante pensador econômico dos últimos sessenta anos, é exemplar pelo alto nível e pela respeitosa cordialidade.

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Esta matéria faz parte do volume 18 nº4 da revista Política Externa
Volume 18 nº 4 - Mar/Abr/Mai 2010 O clima pós-Copenhague

Copenhague: um “post-mortem”

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