Política Externa

A democracia no mundo ibero-americano

por em 14/04/2014

Encontro sobre Octavio Paz y el mundo del siglo XXI

Cidade do México, 27 de março de 2014

– I –

No outono europeu de 2009 participei, em Turim, de um grande encontro dedicado a celebrar o centenário de Norberto Bobbio. O título do volume que reuniu as colaborações é Il futuro di Bobbio.[1] O título apontava para o duplo objetivo do encontro: examinar e discutir o rigor e a clareza inigualável de suas construções conceituais e, neste horizonte, avaliar o seu significado e alcance para os desafios do século XXI, levando em conta que Bobbio, no seu percurso, além de um grande pensador da Política e do Direito, foi um intelectual militante em defesa dos valores da democracia, dos direitos humanos e da paz. Estes valores representaram a sua contraposição à experiência da fúria dos extremos, que caracterizou boa parte da História do século XX e incidiu na vida italiana com o fascismo.
Entendo que a proposta e o horizonte reflexivo do nosso encontro hoje, na Cidade do México, voltado para celebrar o centenário de Octavio Paz é análoga. Bobbio, no entanto, foi um grande pensador da teoria da política e é, no contexto desta moldura que escreveu, com irradiação na América Latina e na Península Ibérica, sobre a democracia e seus desafios. É distinto o ponto de partida de Octavio, como esclareceu na conferência de Sevilha de novembro de 1991, sobre a Democracia:


No soy historiador ni sociologo, ni politologo: soy un poeta. Mis escritos en prosa estan estrechamente associados a mi vocación literaria y a mis aficiones artisticas. Prefiero hablar de Marcel Duchamp o de Juan Ramón Jimenez que de Locke e de Montesquieu. La filosofia politica me ha interesado siempre pero nunca he intentado ni intentaré escribir un libro sobre la justicia, la libertad o el arte de gobernar. Sin enbargo, he publicado muchos ensayos y articulos sobre la situación de la democracia en nuestra epoca: los peligros externos y internos que la han amenazado y amenazan, las interrogaciones y pruebas a que se enfrenta.

Explicou, nesta conferência, que seus textos sobre política foram escritos instigados pelos acontecimentos e que são momentos de um combate, testemunhos de uma paixão.[2]
Esta paixão é a da liberdade, pois como disse no discurso de agradecimento ao receber, em 1989, o Prêmio Tocqueville, desde cedo compreendeu que a defesa da poesia é inseparável da defesa da liberdade[3] e esta requer, numa dialética de complementaridade, a democracia: “sin libertad la democracia es despotismo; sin democracia la libertad es una quimera”.[4]

A paixão do poeta pela liberdade traduziu-se numa militância reflexiva de denodada envergadura. Esta resultou de uma característica muito própria da identidade intelectual de Octavio que dominou, com igual desenvoltura, duas distintas linguagens, a da prosa e a da poesia. Por isso foi, ao mesmo tempo, um grande poeta e um grande pensador-ensaísta que, sem dificuldades, assumiu, na sua obra, que criação e reflexão são vasos comunicantes.[5]
Inseriu-se, assim, na linhagem dos poetas-críticos, cabendo destacar que o escopo da sua reflexão é abrangente e não se cinge, como ocorre com tantos poetas-críticos, ao deslinde do fenômeno literário e estético. Como observou na sua conversa entrevista com Enrico Mario Santi:


yo si creo que la poesia y el pensamiento viven en casas separadas pero contiguas. Hay siempre un pasadizo secreto y los buenos poetas frecuentan el pensamiento porque la buena poesia es lucidez y también los grandes filósofos se alimentan de poesia.

[6]

Entre os poetas-críticos que na entrevista a Santi Octavio menciona e que tiveram, no século XX, a concomitante e superior vocação para a poesia e o ensaio, está Valéry, encarnação por excelência da lucidez no trato da literatura, da poética, da estética. Evoco Valéry porque, numa outra chave, seu Regards sur le monde actuel pode ser qualificado como um texto inaugural, escrito por um poeta-crítico, da teoria das relações internacionais e entendo, neste sentido, que existem válidas analogias com Tiempo Nublado (1983) e Pequeña Crônica de Grandes Dias (1990). Nestes, na lida com as mutações, à maneira de Valéry, mas ao seu modo próprio, Octavio, também com a experiência que teve como diplomata, mas sobretudo como poeta-crítico, com imaginação e capacidade de observação, empenhou-se, como na sua poesia, em Descobrir la imagen del mundo en lo que emerge como fragmento y dispersión.[7]

Destaco a antevisão que teve do impacto centrífugo, na vida internacional, da sublevação dos particularismos e de suas reivindicações do reconhecimento na avaliação do que ocorreu no Irã de Khomeine com a queda do Xá – uma revolta desencadeadora da ressurreição política do islamismo fundamentalista. Menciono a acuidade da sua percepção de que a grande mutação em andamento, redutora da hegemonia do Ocidente, é o do ressurgir do que parecia petrificado no Japão, na China, na Índia, no mundo árabe e o potencial de seus distintos impactos para a ordem internacional. Aponto a sua estimativa do reavivar dos sentimentos nacionalistas e religiosos que poderiam ser liberados com o fim da União Soviética.[8]

Na análise do mundo e, do mesmo modo, na discussão da democracia, Octavio teve o que Isaiah Berlin chama de “sense of reality” acompanhado do dom do juízo, ou seja, de capacidade de distinguir o real do ilusório, sabendo discriminar para integrar um vasto amálgama de dados evanescentes.[9] Exercia, assim, o que Hannah Arendt qualifica como juízo reflexivo que, numa era como a do século XX, de universais fugidios, é o de saber extrair dos particulares que são dados, o seu alcance geral.[10]

O discernimento, em política, como sublinha Hannah Arendt, tem mais a ver com a aptidão para diferenciar do que com a competência para sistematizar e ordenar regularidades[11] que é o que usualmente fazem os politólogos, mas não o poeta, que busca no comum da sua língua, que é social e objetivamente dado, o singular inventivo da sua poesia. É por isso que o discernimento político, como sugere Isaiah Berlin, comporta proximidade e analogia com os talentos do escritor criativo.[12]

É o caso de Octavio que, na análise da poesia e do poema, observa: “Classificar no es entender y menos aún compreender”.[13] Este é, igualmente, o ponto de partida da sua análise política e da sua valorização da democracia que tem sua raiz na sua condição de poeta e poeta-crítico. Esta condição tem uma perspectiva organizadora à maneira de Ortega y Gasset, um como e um para que?[14] que provém da circunstância latino-americana e da sua História – uma região do mundo que se viu com frequência dilacerada pela paralisia dos despotismos e a convulsão dos sectarismos, como disse ao agradecer, em 1989, o Prêmio Tocqueville.[15]

É na contraposição à experiência dos despotismos e dos sectarismos que se situa a reflexão de Octavio sobre a política e a democracia e o seu tema recorrente, como explicitou neste discurso de agradecimento, é o de qual pode ser a contribuição da poesia à reconstituição de um novo pensamento político[16] tal como articulou em 1992 em entrevista a Juan Cruz: “El nuevo pensamiento politico no podrá renunciar a lo que he llamado “la otra voz,” la voz de la imaginación poetica”.[17]

Em síntese, a poesia e a reflexão poética de Octavio são a base da sua metodologia da análise política, como aventei no meu primeiro texto sobre seu percurso.[18] Não é por acaso que Octavio, na organização das suas obras completas, inseriu o importante discurso de agradecimento do prêmio Tocqueville, que venho citando no primeiro volume, La Casa de la Presencia Poesía e Historia e não, por exemplo, no vol. 9, Ideas y Costumbres I, La Letra y el Cetro ou no vol. 10, Ideas y Costumbres II, Usos y Simbolos.

Nas suas análises e ensaios e com base nesta metodologia Octavio exerceu a sua liberdade com muita consciência de que ela não basta “sin la valentía del espirito y la intrepidez de la mirada”,[19] como demonstrou ao renunciar ao cargo de embaixador em razão do massacre de Tlatelolclo. A valentia do espirito e a intrepidez do olhar de Octavio frequentemente suscitaram polêmicas, mas explicam a lucidez e a vigência da sua reflexão para o século XXI. É nesta moldura que vou propor alguns pontos para a discussão da democracia no mundo ibero-americano, indicando o porque do caráter heurístico da sua metodologia.

– II –

Começo pela “Liberdade – essa palavra/ que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique,/e ninguém que não entenda!” para recorrer à outra voz da poesia, a de Cecilia Meireles.[20]
Nesta linha Octavio apontou, no Discurso de Jerusalém, que a liberdade é um conceito paradoxal que desafia todas as definições[21] e na abertura de El ogro filantropico que, na sua primeira edição recolheu este discurso, pontua que a liberdade não é um conceito nem uma crença: “no nacemos libres: la libertad es una conquista – y más: una invención”.[22]

Octavio apostou nesta conquista e nesta invenção, nas quais identifica a liberdade como singularidade e a liberdade como pluralidade e convivência.[23] Estas duas vertentes apontam para a dualidade “poesia de soledad y poesia de comunion” com a qual sempre se preocupou e sugere a distinção, formulada por Benjamin Constant, entre a liberdade antiga – a liberdade como participação na polis – e a liberdade moderna – a liberdade como fruição de uma esfera de não impedimento, não sujeita ao controle do poder e assegurada pelas instituições.[24] O tema das instituições explica a complementaridade entre liberdade nestas duas vertentes e a democracia, na já mencionada passagem de Octavio sobre a tradição liberal: “sin libertad la democracia es despotismo, sin democracia la libertad es una quimera”.[25]
Para Octavio, instigado por Breton e na linha do Rousseau do Essai sur l’origine des langues, o pacto verbal antecede o Contrato Social.[26] Por isso a crítica da realidade e da sociedade se faz pela crítica da linguagem e pela sua reforma. “Las cosas se apoyan en sus nombres y vice versa… Toda crítica filosófica se inicia con un análisis del lenguage”.[27]

Em Posdata Octavio observa que foram os escritores e os poetas, no exercício da crítica como exploração da linguagem que procederam ao exercício da linguagem como crítica da realidade. Nas suas palavras em “Que nombra la poesia?”: “La poesia moderna es inseparable de la crítica del lenguaje que, a su vez, es la forma más radical y virulenta de la crítica de la realidad”. Por isso, no plano da análise da crítica política é indispensável, para obter a transparência (que é, observo eu, um dos ingredientes da democracia) buscar o restabelecimento dos significados e limpar a linguagem.[28] O ponto de partida, como em Hacia el poema, é: “arrancar las mascaras de la fantasia clavar una pica en el centro sensible: provocar la erupción”.[29]

Como adverte Octavio, em resposta a Julio Scherer no fecho de Tela de Juicios: “la politica es el teatro de los espejismos; solo la critica puede preservarnos de sus nefastos y sangrientos hechizos”.[30]

É neste contexto que Octavio se dedicou a desnudar no México, na América Latina e no mundo, as máscaras do poder. Entre elas as dos despotismos encastelados no topo da pirâmide política (e a pirâmide é, por excelência, a metáfora do poder exercido não democraticamente de cima para baixo); das burocracias dedicadas à incessante reprodução do El Ogro filantropico; dos sectarismos provenientes das ideologias simplistas e simplificadoras; das seduções totalitárias contidas nos ingredientes autoritários do marxismo no poder.

Na relação entre os intelectuais e o poder, a propósito da crítica da realidade, Octavio registra que a história da literatura moderna, dos românticos aos nossos dias, tem como uma das suas características “una larga pasión desdichada por la politica”.[31] Uma das razões desta “desdicha” é intento de colocar e submeter a literatura e a arte a serviço de uma causa, um partido, uma Igreja, um governo.[32] Esta submissão coloca em questão a liberdade crítica de dizer não ao poder, sem a qual não há nem fraternidade, nem justiça, nem esperança de igualdade. Esta liberdade de dizer um não crítico ao poder não pode ser seletiva. Precisa incluir, como ele dizia nos anos 70 exemplificando, tanto um não aos assassinatos e torturas dos regimes autoritário-militares então vigentes na América Latina quanto um não fechar os olhos à sorte dos dissidentes russos, checos, chineses e cubanos.[33]

Isto pressupõe o que Bobbio denomina de política da cultura, ou seja, a política dos homens de cultura em defesa das condições da existência e do desenvolvimento da cultura, que é constitutiva de uma instituição estratégica de liberdade. Isto não significa uma cultura apolítica, separada da sociedade e indiferente aos seus problemas, mas sim uma oposição a uma cultura controlada pelo poder e vigiada pelo sectarismo intolerante dos patrulhamentos, que impõe o monólogo das máscaras e obstaculiza o diálogo. A política da cultura se rege por certos princípios que Bobbio elenca: (i) o princípio da veracidade que é a oposição à falsificação dos fatos e ao torcer dos argumentos como o modo de oferecer resistência à tentação da mentira e do engano; (ii) o espírito crítico, voltado para conter os dogmatismos e a tentação de transformar o conhecimento humano em sapiência profética, e (iii) o dever da probidade, que requer método e rigor, que é um empenho inerente à seriedade do trabalho intelectual.[34]

Faço esta remissão aos ensinamentos de Bobbio porque estão em sintonia com as observações de Octavio em Politica cultural o cultura politica: “La cultura es el dominio de los signos y de los symbolos; ahora bien en materia politica éstos no cuentan menos que las realidades sociales y económicas”. Porque a cultura é uma realidade plural e elusiva, não cabe “la desmesura de la politica, que es poder, ante la cultura”, posto que “La cultura es una realidad mas amplia que la politica”. Daí o porquê a defesa da cultura se dá de maneira mais efetiva naquelas “sociedades que combinan las instituciones democráticas con el respeto a las libertades fundamentales”.[35]

Por que retém plena atualidade, no século XXI, a análise política de Octavio e a sua proposta de, pela crítica da linguagem, restabelecer os significados para propiciar um sapere aude do significado da democracia?

A democracia, aponta Octavio, é uma ideia e ao mesmo tempo uma cultura e uma prática, ou seja, um aprendizado. Não é um absoluto, mas um método de convivência civilizada, livre e pacífica, que não nos assegura, no entanto, nem a felicidade nem a virtude. Enfrenta, igualmente, os sempre presentes desafios da governabilidade que no mundo contemporâneo se tornaram mais complexos por conta da globalização que internaliza, tanto positiva quanto negativamente, o mundo no cotidiano dos países e pela revolução digital que altera o jogo dos tempos na dinâmica política e acentua as dificuldades da sua sincronização. Por isso a vida numa democracia pode gerar uma defasagem entre a imaginação e os sentimentos que motivam o empenho na política e seus resultados, provocando a decepção. Esta, como explica Albert O. Hirschman, é um fator de ordem geral que opera nos contextos social, econômico e político e nem todos se satisfazem em exercer, na esfera pública, apenas a paixão do possível.[36]

A democracia, pontua Octavio, é inseparável da modernidade e tudo o que ela trouxe de mau e de bom – a ciência, a tecnologia, a laicidade, o individualismo, o mercado (um mecanismo eficaz mas que como todos os mecanismos, não têm consciência nem tampouco misericórdia). É, no entanto, um dos poucos bens verdadeiros da civilização tecnológica porque se funda em princípios inerentes aos homens e não externos a eles, como o mandato dos Deuses ou a vontade da História.
A democracia contemporânea, observa Octavio, não está ameaçada por nenhum inimigo externo, mas sim pelos seus males íntimos, a dicotomia da interação entre liberdade e fraternidade, ou seja, a decepção que, por sua vez, é inerente à modernidade.

Esta é uma “quête”, uma busca do presente que não é a do éden terrestre nem da eternidade sem datas, mas a da realidade real, como observou refletindo sobre o seu percurso de poeta, na sua Conferência Nobel. Neste horizonte Octavio assume, assim, a defesa e a crítica da modernidade, porque a crítica é inseparável da modernidade.[37]

Esta crítica, “à tous les azimuts”, que Octavio opera pela sua metodologia de análise da política, no campo da democracia e do seu enraizamento, é indispensável na América Latina, por conta das “forças profundas” que nela atuam: a paralisia dos despotismos e a convulsão dos sectarismos, o populismo e o caudilhismo.[38]

Com efeito, a nossa região está, no momento, sujeita a formas de autocracia eletiva que ensejam o engano demagógico dos populismos e as formas caudilhescas de poder carismático, com seu componente de violência, que são um arremedo da democracia. Isto facilita a kakistocracia, para recorrer a uma formulação de M. Bovero inspirada nos riscos dos avessos da receita de Políbio e que se caracterizam por três máscaras: a do grosseiro demagogo encantador de massas da oclocracia, a do plutocrata da oligarquia e a do Cesar de plantão da tirania.[39]

Na crítica a estas três máscaras presentes no teatro dos espelhismos políticos da América Latina, a metodologia da análise de Octavio, voltada para, pelo espírito crítico, restabelecer os significados, retém plena vigência neste início da segunda década do século XXI. É o caminho para encontrar o ponto de convergência entre liberdade e fraternidade e buscar a reconciliação entre as duas grandes tradições políticas da modernidade, o liberalismo e o socialismo que ele considera, no fecho do discurso de agradecimento do Prêmio Tocqueville, parafraseando Ortega y Gasset, o tema do nosso tempo.[40]

Notas

[1] Il futuro di Bobbio, a cura di M. BOVERO, Roma-Bari, Laterza, 2011.

[2] PAZ, O., “La democracia: lo absoluto y lo relativo, Ideas y Costumbres I, La Letra y el Cetro, Obras Completas, vol. 9, México, Fondo de Cultura Económica, 1993, p. 473.

[3] .—————— “Poesía, mito y revolución”, La Casa de la Presencia – Poesía y Historia, Obras Completas, vol. 1, México, Fondo de Cultura Económica, 1994, p. 522.

[4] —————— “La tradición liberal”, Fundación y dissidencia, Dominio Hispánico, Obras Completas, vol. 3, México, Fondo de Cultura Económica, 1994, p. 306.

[5] —————— La Casa de la Presencia, Poesia y História, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 16 e 48

[6] —————— “Conversar es humano, entrevista a Enrico Mario Santi”, Miscelánea III – Entrevistas, Obras Completas, vol. 15, México, Fondo de Cultura Económica, 2003, p. 538.

[7] —————— “Los signos en rotación”, La Casa de la Presencia, Poesia e História, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 254.

[8] —————— “Tiempo nublado e pequeña cronica de grandes dias”, Ideas y Costumbres I, La Letra y el Cetro, Obras Completas, vol. 9, cit. pp. 334-341; 342-353; p. 382.

[9] BERLIN, I., The sense of reality, London, Chatto and Windus, 1996, pp. 1-53.

[10] ARENDT, A., Lectures on Kant’s Political Philosophy, ed. by Ronald Beier, Chicago, Chicago University Press, 1982.

[11] —————— O que é Política? fragmentos das obras póstumas compiladas por Ursula Ludz, 2ª ed., Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1999, pp. 31-32.

[12] BERLIN, I., The Sense of Reality, cit. p. 45-46.

[13] PAZ, O., “El arco y la lira”, La Casa de la Presencia, Poesia y História, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 42.

[14] —————— “El como y el porque: José Ortega y Gasset”, Fundación y dissidencia – Dominio Hispánico, Obras Completas, vol. 3, cit. pp. 293-302.

[15] —————— “Poesía, mito, revolución”, La Casa de la Presencia Poesía e Historia, Obras Completas, vol. 1 cit. p. 521.

[16] —————— “Poesía, mito, revolución”, La Casa de la Presencia Poesía e Historia, Obras Completas, vol. I, cit. p. 530.

[17] ——————“Respuestas nuevas a preguntas viejas”, Ideas y Costumbres I – La Letra y el Cetro, Obras Completas vol. 9, op cit. p. 497.

[18] LAFER, C., “O Poeta, a palavra e a máscara – sobre o pensamento político de Octavio Paz”, in: Octavio Paz, Signos em Rotacão, ensaios coligidos por Celso Lafer e Haroldo de Campos, São Paulo, Perspectiva, 1972, pp. 269-282; idem em espanhol in Diálogos, nº 40, julho-agosto 1971, pp. 20-25

[19] PAZ.O., “El Arco y la Lira”, La Casa de la Presencia, Poesia y História, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 207.

[20] MEIRELES, C., Romanceiro da Inconfidência, Romance XXIV.

[21] PAZ, O., “Discurso de Jerusalém”, Ideas y Costumbres II, Usos y Simbolos, Obras Completas, vol. 10, México, Fondo de Cultura Económica, 1996, p. 645.

[22] —————— Ideas y Costumbres I – La letra y el Cetro, Obras Completas, 9, cit. p. 431.

[23] —————— “La tradición liberal”, Fundación y dissidencia, Dominio Hispánico, Obras Completas, vol. 3, cit. p. 306.

[24] LAFER, C., Ensaios sobre a Liberdade, cap. I – O Moderno e o antigo conceito de liberdade, São Paulo, Perspectiva, 1980, pp. 11-48

[25] PAZ, O., “La Tradición Liberal”, Fundación y Dissidencia – Dominio Hispánico, Obras Completas, vol. 3, cit. p. 356.

[26] ——————“André Breton o la búsqueda del comienzo e El pacto verbal y las correspondencias”, Excursiones/Incursiones – Dominio Estranjero, Obras Completas, vol. 2, México, Fondo de Cultura Económica, 1994, p. 217, pp. 225-229.

[27] ——————“El Arco y la Lira”, La Casa de la Presencia, Poesia, História, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 57.

[28] ——————“Posdata”, El peregrino en su patria, História y política de México, Obras Completas, vol. 8, México, Fondo de Cultura Económica, 1994, p. 293; Que nombra la poesia?, Excursiones/Incursiones, Dominio Estranjero, Obras Completas, vol. 2, cit. p. 443.

[29] —————— Obra Poetica I (1935-1970), Obras Completas, vol. 11, México, Fondo de Cultura Económica, 1997, p. 193.

[30] ——————“Tela de Juicios”, Miscelánea III – Entrevistas, Obras Completas, vol. 15, cit. p. 584.

[31] ——————“La letra y el cetro”, El peregrino en su patria, História y Politica de México, Obras Completas, vol. 8, cit. p. 546.

[32] ——————“Literatura Política”, Ideas y Costumbres, La Letra y el Cetro I, Obras Completas, vol. 9, cit. p. 455.

[33] —————— Ideas y Costumbres, La Letra y el Cetro I, Obras Completas, vol. 9, cit. pp. 171-172, p. 197.

[34] BOBBIO, N., Política e Cultura, 2ª ed., EINAUDI. T., 1977, pp. 32-46; LAFER. C., Ensayos Liberales, México, Fondo de Cultura Económica, 1993, pp. 150-166.

[35] PAZ, O., “Politica Cultural o Cultura Politica”, Miscelánea II, Obras Completas, vol. 14, México, Fondo de Cultura Económica, 2000, pp. 389-390.

[36] HIRSCHMAN, A. O., Shifting Involvement – Public Interest and Public Action, 20th anniversary ed., Princeton, Princeton University Press, 2002.

[37] . PAZ, O., Ideas y Costumbres I, La Letra y el Cetro I, Obras Completas, vol. 9, cit. p. 59, 353; 485; Fundación y Dissidencia Dominio Hispánico, Obras Completas, vol. 3, pp. 31-41, Miscelánea III, Entrevistas, Obras Completas, vol. 15, p. 584.

[38] —————— Ideas y Costumbres I, La Letra y el Cetro, Obras Completas, vol. 9, cit. p. 144; Poesía, mito, revolución, La Casa de la Presencia Poesía e Historia, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 521.

[39] BOVERO, M., Contro il governo dei peggiori, Una grammatica della democrazia, Roma-Bari, Laterza, 2000, cap. 7, Kakistokracia, pp. 127-130.

[40] PAZ, O., Poesía, mito, revolución, La Casa de la Presencia Poesia e Historia, Obras Completas, vol. 1, cit. p. 530.

Esta matéria faz parte do volume 22 nº4 da revista Política Externa
Volume 22 nº 4 - Abr/Mai/Jun 2014 A Política Externa Durante o Regime Militar

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