Política Externa

O Muro de Berlim que veio abaixo não era de concreto armado

por em 02/03/2015
O Muro de Berlim que veio abaixo não era de concreto armado

Thomas Brussig, Wie es leuchtet*

Thomas Brussig, O charuto apagado de Churchill**

“Pessoas felizes têm uma memória ruim, e ricas recordações”.

        Thomas Brussig, Berlim 1999

Lena levantou-se da cadeira e agarrou o pulso do diretor de teatro Masunke sentado à sua frente, que acabara de lhe propor um papel numa peça sobre abuso sexual, e puxou com força a mão que segurava a colher com o creme de tomate, que se esparramou pela mesa. Todos na cantina, que sabiam que Lena dissera que a atividade anterior do diretor, no leste, havia sido abusar de menininhas, entenderam que já havia existido essa cena dos dois. Só que agora Lena trocava os papéis: ela puxava o pulso, ele olhava para cima amedrontado.

Essa é das poucas cenas com raiva em todo o livro, deste Masunke fugido-retornado que agora abria um teatro no bairro oriental de Berlim, perto das ruínas do Muro. Lena contara à professora, na escola primária, que um homem no elevador havia pedido que ela tirasse debaixo da roupa dele um iogurte mágico. A professora chamou a polícia e desde então os elevadores não podiam ser parados pelo lado de dentro.

No conjunto, o tom é irônico, de um distanciamento bonachão e sofisticado (sim, vale o oximoro), que consegue mostrar nas situações e personagens aspectos engraçados. Mas tragédias também ocorreram naquele ano, em meio às comemorações da queda do Muro.

Lena comentou depois com o irmão: “Quando lá na escola chamaram a polícia, queriam me proteger, mas me prejudicaram. Por isso eu tinha trauma em relação a homens. E por isso Paulinho mandou-se p’ro lado de lá. E por isso você tem o carro”.

Para Lena o Muro caiu porque Paulinho, o namorado que ela não deixava encostar, chofer da ambulância do hospital em que ela era fisioterapeuta, em Leipzig, decidiu não voltar de suas férias na Hungria, no verão de 1989. O irmão dela, o fotógrafo, conseguiu ir para a Hungria, incumbiu-se de trazer Paulinho, e tampouco voltou. Lena foi com medo à estação, e quando o trem chegou sem eles, achou que estava tudo errado lá onde ela estava. Encontrou quase ao acaso os protestos de segunda-feira em Leipzig, chegou a apanhar da polícia, liderou a multidão cantando uma canção sua, “por que não podemos ser amigos”, a canção vira sucesso e a torna conhecida, mas, depois de uma entrevista a jornalista suspeita de ser da Stasi (a polícia política), passam a desconfiar de Lena. O irmão voltou da Hungria ainda antes da abertura, no carro que Paulinho entregou. Tudo isso vai se revelando no devido tempo, ao longo do livro, sugere cenas de um filme ou fotografias arquivadas.

Dessa maneira se dão as conexões entre os eventos, e sempre deixam a impressão de que poderia ter sido outro o rumo tomado. Até determinismo histórico como piada. Lena jamais aparece como politizada, deliberadamente acompanhando o que se passa no mundo, como alguém que fez opção ideológica a favor ou contra o leste ou o oeste: apenas se vê em cada situação e toma decisões no impulso.

Entre dois verões, a vida de Lena vira do avesso. E o irmão recorda de como ela dizia sempre: “Tudo o que sei dessa época, eu sei pelas suas fotos”.

Na verdade, o verão de 1989 não foi normal. Como sabemos, Gorbachev prometera perestroika, Solidarnost ganhara as eleições na Polônia em junho, e a Hungria decidira eliminar a proteção armada da sua fronteira sul e oeste. No fim de junho, Áustria e Hungria comemoraram a abertura da fronteira entre eles. Os moradores da Alemanha Oriental tinham permissão para viajar para a Hungria e muitos passavam suas férias ali, nas praias do Danúbio e do lago Balaton. Havia um acordo pelo qual forças de segurança da Hungria os devolviam à Alemanha Oriental, se necessário.

No verão de 1989, na esperança de que já não haveria devolução forçada à Stasi, milhares de alemães do lado oriental se dirigiram à fronteira austro-húngara, mas a Hungria continuou a cumprir o acordo com a Alemanha Oriental. Só que os controles húngaros se tornaram cada vez menos rígidos, sob influência da perestroika. Em meados de agosto o número de alemães na Hungria havia ultrapassado 200 mil, em um limbo: nem queriam voltar à RDA, nem podiam sair. A Alemanha Ocidental pressionava para que fossem reconhecidos como refugiados, mas a Hungria estava em situação econômica precária para acolher um número tão grande nessas condições. Em 11 de setembro a Hungria decidiu abrir as fronteiras para os alemães orientais. Cerca de 600 mil alemães do leste usaram a fronteira húngara para sair para o Ocidente no outono de 1989. Parecia que todo mundo na Alemanha Oriental tinha algum conhecido que tinha cruzado as fronteiras da Hungria rumo ao Ocidente.[1]

E isso transparece na ficção de Brussig. Não só o namorado e o irmão de Lena estão na Hungria nesse verão. Também o pai de Carola, diretor da empresa fabricante dos Trabis, está lá com a família. Na hora de voltar, Carola sumiu. O pai a procura por todo lado, noite adentro. Desespero pela filha, e porque já não ascenderá na hierarquia com uma filha no Ocidente. Carola encontrou nessas férias o namorado da Alemanha Ocidental, Thilo, e vemos as peripécias dele para levar a namorada de contrabando. O pai volta sem a filha e oculta o fato. Vários meses depois, muro derrubado, os pais de Carola visitam a filha, levando o outro filho, Marco, que era soldado, inclusive fora chamado a conter as manifestações de segunda-feira em Leipzig. Os diálogos são puro espanto, de ambos os lados. Inclusive os remorsos do soldado, que batera em Lena.

Esse diretor participara em negociação com a Volkswagen, para tratar da produção de Trabis depois da unificação. É inacreditável a capacidade de Brussig de fazer humor com o choque entre burocratas do leste e empresários do ocidente, cada qual tentando entrar na abordagem do outro. O Trabi é submetido aos testes mais inusitados. Um dos personagens que participa dessas supostas negociações é um estudante da Alemanha Ocidental de 19 anos, albino, que passa por filho do presidente da Volkswagen. Um personagem absurdo, que Brussig consegue fazer verossímil aos olhos de alemães do leste ingênuos ou doutrinados sobre a exploração capitalista, embasbacados com as citações de Schumpeter do garoto. As principais vítimas do embusteiro audacioso são oportunistas que querem se amoldar rapidamente ao Ocidente. Quando o ex-diretor da empresa dos Trabis conta ao genro, Thilo, desse garoto de 19 anos que teria procuração da Volkswagen para estudos preliminares sobre o mercado de Trabis, a reação é imediata: “Isso não é possível, isso não existe entre nós”. Nem que fosse de fato filho do presidente da Volks.

O jovem achacador da Alemanha Ocidental acaba desmascarado quando, finalmente, o gerente do hotel cria coragem para cobrar da Volkswagen a conta que já chegara a cinco dígitos. É preso na Alemanha Oriental, no momento da transição pós-abertura, em que já não vale a lei de antes e ao mesmo tempo ainda não está claro qual será o regime jurídico.[2] Coitados dos policiais “do leste”, que não sabem como tratar o garoto: como seria agora isso dos direitos humanos? Há pérolas de “jurisdiquês”. Um policial fica tão confuso em suas lucubrações que tem medo de oferecer ao prisioneiro cigarros ruins do leste, pega o trem e busca alguns Malboros no lado ocidental. A perplexidade e a falta de certezas nesse ano de transição são de fato matéria-prima excepcional, mas Brussig é também excepcional.

Lena e seu irmão fotógrafo são os personagens principais porque aparecem do começo ao fim. São do lado oriental, de Leipzig, cidade que teve papel importante nas manifestações pela abertura que reuniram as multidões que se esparramaram de dentro das igrejas, toda segunda-feira. Sabe-se que a última e a maior delas chegou a 70 mil pessoas dia 9 de outubro. Manifestações aparecem proeminentes no romance.[3]

Mas há personagens, tanto do lado oriental quanto do ocidental, tão marcantes quanto eles. A avalanche dos acontecimentos daquele ano é mostrada de múltiplos pontos de vista, segundo o cotidiano e a percepção de cada personagem, a la Rashomon. Aqui menciono a esmo poucos dos relatos antológicos. Sei que não consigo fazer justiça à sua riqueza.

No dia em que foi abolida na RDA a censura, poucas semanas depois da abertura do Muro, Waldemar, porteiro no hotel de luxo de Leipzig, que sonha em publicar um livro, corre para entregar seu manuscrito. O diálogo entre o editor, discorrendo sobre toda a literatura alemã, em especial autores cuja língua na infância não fora o alemão, e Waldemar, vindo da Polônia aos 12 anos, com sua franqueza e uso particular da língua alemã, é uma grande piada sobre crítica literária. Lena dera ânimo a Waldemar: Se uma borboleta na Tailândia provoca um furacão nos Estados Unidos, então um livro pode mudar o mundo. Para Waldemar, escritor não é quem vive de escrever, é quem escreve um livro que modifica a vida das pessoas.

Nesse dia, por causa de uma janela esquecida aberta, o vento embaralha páginas soltas das centenas de manuscritos esperando licença. Frases soltas revelam como escritores tentavam enganar os censores. Quando o editor lê o manuscrito de Waldemar, verifica que este foi escrito sem se importar com a censura – e sonha em como serão os manuscritos no futuro. O encontro para anunciar a Waldemar a decisão de publicar seu livro é continuação de uma imensa piada. Nada mais crítico e cômico poderia ter sido escrito sobre censura.

É bem variada a galeria dos personagens. Quantos mais terão sua vida virada ao avesso nesse ano? A caixa do Intershop, exclusivo para pagamento em moeda estrangeira, que tinha sessões de sexo com o gerente do hotel para tentar um emprego melhor, vê que perdeu tempo, pois com a unificação ele já não terá poder, ainda mais depois de enganado pelo achacador com falsa procuração da Volkswagen; nem o Intershop servirá de algo se todos tiverem os mesmos marcos, melhor oferecer assessoria ao pessoal do Dresdner Bank que agora chega ao hotel.

Willi, o chofer da ambulância que substituiu Paulinho quando esse escapou, morre nas comemorações do ano-novo de 1990 porque alguém jogou uma garrafa de Sekt, o espumante alemão, do alto do muro que ainda não havia sido demolido na Porta de Brandenburgo. A desconhecida que estava do seu lado na hora nem percebe. Só sabe dias depois, vai encontrar a mãe de Willi, inconsoláveis ambas.

E há o capítulo das eleições de março de 1990 na Alemanha Oriental. Uma das candidatas a deputado é vaiada quando se declara contra a entrega a cada cidadão de sua ficha na Stasi (e se isso provocar assassinatos? – diz ela quando Lena pergunta por que)[4] A ironia fina de Brussig também alcança políticos antigos e novos de vários matizes (inventados por ele), a representatividade e composição do novo Parlamento na Alemanha Oriental e as reações à vitória dos cristão-democratas de Helmut Kohl. Há a confusão com os cálculos que têm que ser feitos após a unificação da moeda, e com o novo câmbio, onde tampouco faltam os especuladores.

Chama a atenção dos repórteres, como Leo Latke, o caso dos travestis que se viram em apuros quando seus médicos fugiram da Alemanha Oriental no meio do tratamento de mudança de sexo, e que, aberto o muro, conseguem com a publicidade o patrocínio de um laboratório ocidental para completar o tratamento. Que loucura! foi uma exclamação muito ouvida naquele ano. Aliás, os comentários de uma das travestis sobre os homens que são clientes dela em Berlim também valem a exclamação. Assim como o albino cobrando pelo uso de banheiros na noite da abertura do Muro, aproveitando-se da ingenuidade dos visitantes do leste e juntando dinheiro para viajar para o leste em seu papel de procurador da Volkswagen.

Há um narrador em terceira pessoa, mas, ao mesmo tempo, cada personagem faz a sua própria narrativa, e a montagem é tal que é impossível identificar no romance qual é a perspectiva do autor. Certamente não endossa a insinuação de Leo Latke, famoso e brilhante repórter de um jornal da Alemanha Ocidental, que passa meses em um hotel de Leipzig, para reportar sobre a unificação, e não consegue. Sente apenas tédio vendo aquele tumulto todo, vai adiando os prazos de entrega. Afinal, entusiasma-se com uma novíssima técnica cirúrgica que cura certos tipos de cegueira e está sendo desenvolvida por seu irmão médico na Alemanha Ocidental. Leo decide ajudar na procura de alguém, no lado oriental, que queira se submeter à cirurgia.

No prazo limite, envia ao seu jornal uma imensa reportagem (inserida na íntegra no romance) sobre os preparativos e resultados da cirurgia na moça cuja vida acompanha por um tempo. Mostra como Sabine, cega, era especialmente hábil no seu cotidiano, organizava-se de tal modo que quase não se percebia que ela não enxergava nada. A cirurgia é um sucesso, ela recobra a visão. Mas o choque é que ela não consegue usar o que vê. A reportagem mostra as muitas maneiras em que a moça não consegue se adaptar à recuperação de sua capacidade, se atrapalha, não consegue aprender a olhar. Ela se desculpa: eu não sabia o que ia acontecer, “não tinha outra opção que não a de querer ver”. O fotógrafo lembra com carinho que ela usava a visão apenas para ficar olhando como mudam as nuvens no céu.

Leo dera a Lena o rascunho para ler. “É… algo disso eu sinto”. Não queria entrar nessa conversa de que antes era tudo ruim, agora era tudo maravilha. Leo ficou contente que ela gostara. Mas os chefes na sede do jornal ficaram furiosos: não podiam publicar uma coisa dessas. Passara sete meses em Leipzig com a tarefa de escrever sobre o que acontecia com a queda do Muro, acumulando uma conta de mais de 50 mil dólares para o jornal, e era isso que entregava? Decidem enviá-lo para a sucursal em New York. Oferece a tal reportagem recusada para o The New Yorker, que também recusa: “ainda se o cirurgião fosse americano...”. Apesar das rejeições Leo se considera todo o tempo o melhor repórter do mundo.

Não consigo imaginar algo mais bem escrito, divertido e comovente que esse romance de Brussig, sobre a unificação da Alemanha. Lena implicava: “por que re?” quando ouvia falar em reunificação. Brussig tem grande popularidade na Alemanha. Brasileiros podem ler uma amostra de seu humor no único livro dele em português, na tradução competente de Marcelo Backes, O charuto apagado de Churchill. Trata de jovens e suas famílias que moravam em Berlim Oriental, perto do Muro, antes de sua queda. É ironia condensada sobre a lógica (ou falta de) do traçado do Muro, que seguiu a linha de demarcação da zona soviética acordada depois da Segunda Guerra.

Não sei se Lena parece uma Jeanne d’Arc de Karl-Marx-Stadt e não tenho veleidades de crítico literário para julgar se essa fantástica “comédia alemã”, se esse romance de época, pode ser comparado aos de Balzac, romances de outra época, como fez o crítico do semanário Der Spiegel. Outros críticos têm insistido que as piadas são sérias. Sei que simples a mudança não foi, e isso o romance mostra de forma inigualável. O muro que vinha abaixo não havia sido só de pedra. Os eventos que culminaram com a queda do Muro de Berlim (28 anos depois que se iniciara sua construção em 1961) e, em seguida, as medidas de reintegração entre os dois lados da Alemanha, tumultuaram o cotidiano de milhares e milhões de pessoas no decorrer de poucos meses.

Os alemães denominam essa época em sua história “die Wende”, a mudança, que pode ser mudança de rumo, de direção na estrada, de roupa virada do avesso, virada de 180 graus, reviravolta. Não se pode marcar com precisão absoluta o seu começo nem seu fim: estará a Alemanha hoje finalmente unificada, 25 anos depois da queda do Muro, o de pedra? Muitos acham que sim. Ou ainda há distinção entre “ossis” e “wessis”?[5] A julgar pelo impressionante relato de Brussig, era grande o esforço de adaptação e entendimento de ambos os lados em 1990, andava rápido, e iria longe. No fim do livro, antes de voltar a Berlim e torcer a mão de Masunke, Lena de Leipzig estava em Nova York. Tinha ido com Leo, o jornalista que continuava sem entender a unificação, mas não queria viver sem Lena.

Janeiro de 2015

* Fischer Taschenbuch Verlag, Frankfurt, 2006, 608 pp. (1ª ed. 2004).

** L&PM Editores, Porto Alegre, 2005, 152 pp.(tradução de Marcelo Backes). Edição alemã: Thomas Brussig, Am kürzeren Ende der Sonnenallee, Fischer Taschenbuch, Frankfurt, 2001, 160 pp. Publicado originalmente em Berlim no ano de 1999.

Notas

[1] Uma história real dos eventos que culminaram com a abertura do Muro de Berlim está em Mary Elise Sarotte, The Collapse: The Accidental Opening of the Berlin Wall, Basic Books, New York, 2014. Apesar do rigor da documentação, é quase um romance, também, na descrição das decisões dos principais personagens envolvidos. Aparecem aí, também, em detalhes, as grandes manifestações de Leipzig de outubro de 1989, que permaneceram pacíficas e ajudaram na abertura do Muro.

[2] A unificação legal só se completou em 1990: à meia-noite de 3 de outubro, o presidente Richard von Weizsäcker anunciou a um milhão de pessoas diante do Reichstag a reunificação da Alemanha, com Berlim como sua capital.

[3] O conhecido maestro Kurt Masur (já regeu a OSESP) estava em Leipzig nessa época e assinou um apelo, junto com gente do governo, para que não houvesse violência. Ele aparece no romance (e no registro dos historiadores).

[4] Sobre as fichas de cada um na Stasi, há um livro autobiográfico escrupuloso de Timothy Garton Ash, The File: A Personal History, Vintage Books, New York 2009. Garton Ash viveu em Berlim no fim dos anos 1970 para uma pesquisa sobre nazismo. Depois da queda do regime comunista, Garton Ash teve acesso à sua ficha, refez na memória o roteiro em que aparecia espionado e entrevistou os cidadãos comuns que apareciam como informantes.

[5] Ainda em 2000 era popular um pequeno livro satírico que não tinha um título, mas duas capas: de um lado era Mama, Was Ist Ein Wessi?, de Mathias Wedel, e do outro lado, de ponta cabeça, Papa, Was Ist Ein Ossi?, de Thomas Wieczorek. A editora era Eulenspiegel Verlag, Berlim, s/d.

Esta matéria faz parte do volume 23 nº3 da revista Política Externa
Volume 23 nº 3 - jan/fev/mar 2015 A Tragédia do Charlie

O atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo foi interpretado por muitos como parte de um conflito entre extremistas muçulmanos e um jornal em campanha quase sistemática contra o Islã extremista.

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