Política Externa

Discurso de encerramento do curso de Economia Ibero-americana da Cátedra José Bonifácio, da Universidade de São Paulo

por em 08/06/2015

São Paulo, 12 de março de 2015

Já foi dito e com razão, que o mundo não atravessa uma época de mudanças, mas sim uma mudança de época. Estaríamos entrando em um novo ciclo econômico de profundas repercussões, tanto políticas como sociais e, portanto, também nas relações internacionais.

A crise financeira de 2007⁄ 2008 foi, com certeza, o episódio financeiro mais grave dos últimos 70 anos. Crise que se originou principalmente no Atlântico Norte, estendeu-se pelo mundo e, oito anos após seu início, seus efeitos ainda não foram completamente superados.

A conjuntura dos países demonstra isso claramente. A economia dos Estados Unidos, onde esse desequilíbrio financeiro surgiu em primeiro lugar, conseguiu superar o pior da crise e recuperar um crescimento próximo de 3%. Mas os acontecimentos das últimas semanas continuam gerando dúvidas sobre a sustentabilidade dessa meta. Os países europeus têm um nível de crescimento díspar e baixo, com altas taxas de desemprego, sendo difícil recuperar os níveis anteriores. Previsões de uma estagnação secular são feitas precisamente a partir da confusão com que caminham os processos de recuperação. A falta de uma solução definitiva para a situação econômica da Grécia é outro problema com resultados imprevisíveis e muito importantes para a saúde econômica do Euro. A China, por outro lado, passa por um processo de ajuste que está diminuindo as dinâmicas taxas de crescimento que nos anos anteriores fizeram época, já que alcançavam quase 10% de média anual. Hoje esta taxa está em 7% e com medidas anunciadas para sua desaceleração, priorizando mudanças estruturais para privilegiar o consumo interno como motor dinâmico de crescimento e não somente as variáveis externas. O Japão está lutando para vencer sua própria estagnação secular com um resultado modesto no que se refere aos lucros. Enquanto isso, a queda no preço das matérias-primas sacudiu as economias dos países emergentes que dependem fundamentalmente da venda de produtos primários. Da mesma forma, o preço do petróleo com suas espetaculares quedas foi um fator importante para a situação econômica dos países. Para alguns, uma espécie de vitamina e para outros, um veneno. Em termos gerais, foi um fator positivo para o crescimento da economia mundial.

O preocupante nesse panorama é a queda dos níveis de comércio. Nas últimas décadas do século passado, o comércio alcançou taxas de crescimento superiores a 7% ao ano. Nos últimos anos, essas taxas diminuíram consideravelmente localizando-se ao redor 3%.

O tema comercial é muito relevante quando se pensa na expansão da economia mundial, e estes indicadores são uma clara evidência de que as economias como um todo estão muito distantes de alcançar suas taxas potenciais de crescimento.

Diante dessa situação de incerteza após várias décadas de certeza, torna-se difícil antecipar o futuro, sendo todas as avaliações de curto prazo, além se deparar com o elemento surpresa.

Frente a este período de mudança, seria importante fazermos três perguntas para analisar o problema:
a) O que nos mostraram os impactos presentes e futuros da última crise financeira?
b) Quais os novos desafios a enfrentar como resultado das tendências atuais?
c) Quais políticas nacionais e internacionais devem mudar e quais devem ser preservadas?

a) O que nos mostraram os impactos presentes e futuros da última crise financeira?
A primeira coisa que me aventuraria a dizer é que o mundo mostrou, nesta última década e primeira deste século, uma extraordinária capacidade de reação a partir de um papel ativo e renovado dos Bancos Centrais e dos organismos financeiros. Isto me permite pensar que a comunidade internacional superará finalmente seus problemas e as economias irão recuperar um grau de confiança que estimulará o crescimento, o comércio e as possibilidades de melhorar as condições sociais na economia mundial. Juntamente com esta convicção, acrescentaria algumas tendências que irão se confirmar e fortalecer durante todo o processo de mudança.

Em primeiro lugar, o fato de que, de maneira bastante rápida, o mundo está entrando em um novo paradigma de crescimento, baseado principalmente no papel das tecnologias e da inovação, deixando para trás as fórmulas anteriores que baseavam o crescimento no uso dos recursos naturais e humanos. Estes fatores continuarão desempenhando seu papel, mas a dinâmica de crescimento dependerá, principalmente, dos avanços em matéria tecnológica e inovadora que já demonstram uma dinâmica que progride com uma velocidade vertiginosa e nos surpreende a cada dia. A partir destas forças, será elaborado um novo paradigma de crescimento econômico no qual deverão entrar todos os países.

Em segundo lugar, a evolução econômica dos últimos anos no que se refere à criação de novas classes médias persistirá e aumentará, dando lugar a uma sociedade onde as classes médias ultrapassarão os setores de baixa renda. Estas sociedades são politicamente complexas e mais difíceis de administrar, criando sérios desafios para a política. Novas demandas de qualidade do crescimento econômico e a capacidade de expressão e pressão pública fazem da gestão política e administrativa das sociedades um desafio muito mais complexo do que o que temos experimentado com uma maioria de pessoas de baixa renda.

Outra das certezas que nos deixa a recente crise é a grande mudança na distribuição do poder econômico no mundo, desta vez, do Ocidente para o Oriente e para o Sul. A entrada da China na dinâmica econômica com estratégias específicas no campo comercial, de financiamento e de investimentos, cria uma nova força com repercussões no mundo inteiro e principalmente nos demais países emergentes fornecedores de matérias-primas, como alimentos, energéticos ou metais. Esta nova distribuição do poder mundial terá repercussões óbvias nas relações econômicas e políticas em razão do peso destas novas economias na economia mundial. Isto terá consequências sobre as instituições internacionais, já que as novas potências emergentes reivindicam um reequilíbrio do seu peso relativo na administração dessas organizações internacionais.

Isto implica reconhecer e enfrentar coletivamente que as estruturas de poder do sistema internacional e de instituições que regulam atualmente a vida econômica e política do mundo deverão ser revistas.

Não ignoro que estas novas economias em seu processo de crescimento terão implicações sobre a distribuição do poder militar no mundo, com repercussões imprevisíveis sobre as relações políticas entre as nações, assim como na gestação de conflitos que provoquem problemas internacionais recorrentes.

b) Quais os novos desafios a enfrentar como resultado das tendências atuais?
O primeiro desafio indica a direção que comentamos anteriormente. O mundo deverá superar os problemas econômicos que hoje impedem a recuperação de ciclos dinâmicos de crescimento em alguns países. Apesar das taxas de crescimento mundial, que estão próximas dos 3%, nos impedirem de falar de uma crise econômica generalizada, algumas grandes economias estão gravemente paralisadas, o que é um empecilho para a consolidação de um novo equilíbrio mundial.

Torna-se claro que a procura desse equilíbrio não pode ser deixada exclusivamente ao funcionamento livre dos mercados. Isto se tornou evidente no início da crise financeira de 2007, quando o setor público, através dos Bancos Centrais e organismos financeiros internacionais tiveram que intervir, demonstrando a inviabilidade dos ajustes automáticos dos mercados. Esta situação é mais desafiante no presente, já que os mercados financeiros internacionais se movem com total liberdade. Estamos diante de forças financeiras sem controles públicos adequados que têm, por um lado, um alto nível de impunidade em suas políticas devido à magnitude de sua presença e influência no comportamento da economia mundial. E, por outro, uma visível limitação da capacidade dos organismos financeiros internacionais de controlar essas políticas, em razão do poder e da complexidade desse grande buraco financeiro.

Os países do G20 se propuseram, em sua primeira reunião, em novembro de 2008, a abordar os temas relativos a um maior controle dos produtos financeiros, que adquiriram uma dimensão muito superior ao próprio produto bruto mundial. As tentações para a especulação e o surgimento de riscos incontroláveis foram bem demonstradas durante a crise de 2007⁄ 2008. Lamentavelmente, ainda não foi possível materializar aquelas propostas de ação dos governos nesses mecanismos financeiros. Hoje, assistimos com preocupação que a falta de controle provoca o aparecimento de novas formas de especulação que poderiam conduzir aos mesmos problemas que surgiram com a crise financeira de 2007⁄ 2008. Acredito que a primeira tarefa dos governos e instituições financeiras internacionais é estabelecer regulações adequadas que impeçam a tentação de incorrer em grandes aventuras especulativas, muito custosas econômica e socialmente, e que terminam sendo assumidas pelos fundos públicos. Creio que assim como a crise de 1930 levou à criação e ao fortalecimento dos Bancos Centrais, o mundo financeiro atual deverá encontrar soluções para regular os mercados financeiros. Dito isto, reconheço que estes novos mercados financeiros têm sido muito criativos em elaborar instrumentos úteis para mobilizar as forças produtivas. Porém não conseguiram instalar freios que impeçam que esses lucros sejam superados pela especulação e pela violação de normas éticas, fundamentais para a manutenção dos equilíbrios básicos da economia mundial.

Um segundo grande desafio é a superação dos fatores geopolíticos que se aceleraram perigosamente nos últimos anos, o que pode ser comprovado com o aumento dos conflitos religiosos e políticos no Oriente Médio, os novos desafios à estabilidade nas fronteiras russo-europeias, os problemas provocados pelo terrorismo internacional, alimentados pelos conflitos raciais, religiosos ou de nacionalidades. Todos estes fenômenos são fatores de desestabilização que afetam o funcionamento dos mercados, com impacto nos investimentos e comércio mundial.

Um terceiro desafio é provocado pelo fim do ciclo de matérias-primas caras e a entrada em um período, cuja extensão sempre é difícil de antecipar, mas que renova o problema histórico do ciclo ao primeiro nível de preocupação da economia internacional. Os altos preços do passado foram impulsionados, principalmente, pela grande expansão da economia chinesa e afetaram os países emergentes, particularmente os países latino-americanos, fornecedores de matérias-primas necessárias para o alto consumo chinês. Isto será fundamental para que os países emergentes revisem as suas políticas internas no sentido de compensar, com novos incentivos, os ventos provocados pelo processo de crescimento que lhes vinha do exterior. Trataremos mais adiante sobre o que fazer.

Um quarto desafio foi criado por algumas políticas internacionais dos grandes países ao criar novos acordos básicos de comércio e investimento. É o caso dos tratados em negociação entre os Estados Unidos, a Europa e o Canadá (TTYP), que comprometem o comércio de países que representam 50% da economia mundial. Ou o que está a ponto de ser finalizado, no Pacífico, com a Parceria Transpacífico (TPP), que abrange igualmente economias que representam 40% do produto bruto mundial e uma grande parte do comércio internacional. O surgimento deste tipo de tratados que procuram melhorar a fluidez do comércio e os investimentos entre as nações não é necessariamente negativo para o funcionamento da economia mundial, se em sua criação e aplicação forem levados devidamente em consideração os compromissos assumidos na Organização Mundial do Comércio.

Se o único objetivo desses tratados, pelo contrário, for colocar um freio na expansão econômica da China, eles podem levar a uma perigosa fragmentação do mundo na área do comércio, retrocedendo várias décadas na ordenação do comércio mundial, o que levaria a aprofundar tendências de divisão de mundo às quais a América Latina estará obviamente exposta.

Desta forma, uma mudança nas regras acordadas na OMC que deram tanto trabalho e tantas concessões para que o mundo tivesse um comércio livre seria lamentável e, o que é pior, inútil a longo prazo. Acredito que o mundo, amadurecido, saberá encarar os conflitos comerciais pelo lado da cooperação e não da confrontação. Essa estratégia é muito importante para as economias emergentes, como as da América Latina.

c) Quais políticas nacionais e internacionais devem mudar e quais devem ser preservadas?
Ao enfrentar essas mudanças, como o novo paradigma de crescimento ou a nova distribuição do poder mundial e o que pressupõe enfrentar os novos desafios que a crise vai deixando no caminho, nos perguntamos: O que devemos incentivar e propiciar em nossas políticas internas e também a nível regional e internacional?
No âmbito interno: É possível implantar políticas e ações que atualizem nossas estratégias de desenvolvimento e nos coloquem no caminho do crescimento e do aperfeiçoamento da equidade?

No âmbito regional: Temos condições de utilizar nossos ativos de cooperação regional para fazer deles um instrumento central do nosso desenvolvimento econômico?

No âmbito internacional: Temos condições de manter novos tipos de cooperação para o desenvolvimento que reconheçam que nossos países já não são mais os mesmos das últimas décadas e que devem desempenhar um papel ativo na criação de novas instituições internacionais ou na transformação das já existentes?

As prioridades nacionais

Em primeiro lugar, creio que devemos reconhecer que perdemos um tempo precioso durante o grande boom provocado pelo aumento dos preços das matérias-primas. É certo que pudemos reduzir nossa dívida externa e, ao mesmo tempo, acumular fortes reservas internacionais que hoje operam como fatores de estabilidade frente aos perigos a que nos conduz a atual conjuntura internacional. Porém também é certo que, com algumas exceções, perdemos a oportunidade de realizar reformas fundamentais em nossas economias e concentrar nossa atenção em peças-chave de qualquer esquema de desenvolvimento econômico, como a educação de qualidade, a introdução das modernas tecnologias e o incentivo a uma maior produtividade, especialmente no amplo segmento de empresas médias e pequenas que produzem em condições de baixa capacidade e, portanto, de baixíssima competitividade internacional. Alguns países como o Chile aproveitaram bem o seu superávit em conta corrente acumulando recursos que produziram os momentos de vacas gordas da conjuntura internacional. Cabe agora empreender essa tarefa em condições macroeconômicas mais difíceis, dado que a abundância de recursos externos não é realista. Também é possível que o fortalecimento de reservas como o dólar, promova as correntes de capitais em direção aos principais países, drenando as reservas acumuladas e que os próprios investimentos enfrentem a concorrência de um ciclo mais dinâmico nos países desenvolvidos.

De qualquer forma, a primeira tarefa será criar os incentivos internos que permitam compensar a queda dos incentivos externos com os quais contamos nos últimos anos.

Um segundo fator que deve ser cuidado e aperfeiçoado: as relações entre o Estado, o mercado e a sociedade civil. Uma boa acomodação das relações de cooperação reduziria os custos sociais o que implica administrar a economia em uma época mais difícil e que, portanto, torna mais possível à implementação das reformas pendentes.

Um terceiro fator que deve ser privilegiado é o fortalecimento de novas políticas sociais. Nas últimas décadas, essas políticas foram baseadas no assistencialismo do Estado, permitido pela abundância de recursos externos e facilitado pela transferência de recursos fiscais e a concessão de créditos para financiar as políticas de distribuição de renda. Nesta nova etapa de redução desses recursos, são necessárias novas políticas orientadas a criar empregos de qualidade para a classe média que impeçam um recuo das conquistas obtidas nos últimos anos. Um retrocesso das novas classes médias emergentes traria graves custos na estabilidade social e no próprio crescimento econômico.

Um quarto fator será o fortalecimento das democracias, seus valores e sua governabilidade política. Nos últimos anos, a corrupção provocou crises de governabilidade em razão da perda da autoridade dos dirigentes políticos. É possível esperar que estas situações diminuam a partir da intervenção da justiça e, sobretudo, da consolidação das democracias. Tenho certeza de que se for assim, um dia este processo será lembrado como uma piada ruim, e o que deveremos preservar e melhorar será a história da democracia na região. Acredito que nesses momentos de grandes mudanças, é fundamental fortalecer institucionalmente as nossas democracias e, principalmente, o funcionamento de Estados transparentes e eficientes que os tornem respeitáveis para a sociedade.

As prioridades regionais

A América Latina elaborou instituições criativas e ambiciosas em matéria de integração regional reconhecendo, assim, o importante papel que um adequado regionalismo aberto pode ter para o desenvolvimento das nossas economias. Um regionalismo aberto, dinâmico, fortalecido e renovado permitirá desenvolver a indústria e os serviços, muito prejudicados, em alguns casos, pelas políticas de liberação comercial. Hoje falamos de uma nova etapa de reindustrialização das economias latino-americanas a partir do fortalecimento da produtividade industrial e da criação de cadeias de valor que são os novos atores no comércio mundial e os grandes instrumentos de uma renovada industrialização da América Latina.

Para a obtenção dessas conquistas, é fundamental renovar as negociações dos esquemas de cooperação e integração regional existentes, de forma que passem a ser instrumentos executivos e não instâncias retóricas de unidade política, uma característica comum nestes anos.

Creio que é fundamental passar da retórica à ação, criando condições que permitam modernizar os esquemas de integração, revisando algumas das grandes metas para passar a objetivos mais acessíveis e realistas.

As prioridades mundiais

A economia mundial, como já destacamos, está longe de poder mostrar um horizonte de estabilidade e, sobretudo, de previsibilidade a médio e longo prazo. É muito importante recompor a confiança que, em última instância, é o grande instrumento das políticas de crescimento e das políticas de equidade.

Dentro de vários objetivos, é fundamental revisar e reconstituir o tecido de instituições que regulam o funcionamento dos mercados e a cooperação econômica. Existe uma crescente obsolescência do sistema internacional de instituições, tanto políticas como econômicas. O mundo não pode prescindir destas instituições, tão necessárias para manter e propiciar seu equilíbrio político, social e econômico. Essas mudanças, na fase mundial atual, não serão fáceis, pois implicam compatibilizar valores e visões de um mundo que passa por profundas mudanças no que se refere ao seu poder econômico, ao qual já me referi anteriormente. Um passo fundamental será revisar as estruturas atuais de governo dessas instituições, que refletem a distribuição do poder mundial de 1945. Portanto, é necessário reconhecer as posições atuais e futuras de cada um dos países e, a partir do reconhecimento das diferenças, aprender a cooperar para superar os grandes problemas econômicos, sociais e políticos que o mundo do século XXI enfrenta.

Conclusão

Estamos passando por um tempo de mudanças e, portanto, por uma época onde é necessário obter consensos políticos claros para orientar a melhor direção a seguir. Os dirigentes políticos e suas instituições estarão à altura desse desafio? A resposta não é clara, mas o objetivo é altamente desejável e é por ele que todos devemos trabalhar.

Tradução Miriam Xavier
Maio de 2015

Esta matéria faz parte do volume 23 nº4 da revista Política Externa
Volume 23 nº 4 - abr/mai/jun 2015 Revista Política Externa

A situação geopolítica da Ásia neste século é tão peculiar como tensa devido às aspirações de seus três principais atores. Japão, China e Coreia ainda não resolveram questões históricas entre si, mantêm alianças antigas e atuais que se conflitam e, curiosamente, preservam os legados de seus três velhos líderes.

Ver detalhes desta edição
Voltar Topo

Comentários

EDIÇÃO ATUAL - VOL. 24 Nº 1 e 2
Vol. 24 nº 1 e 2 - jul/dez 2015 jul/dez - 2015 O Histórico Acordo de Viena O Acordo de Viena sobre o projeto nuclear iraniano evitou as consequências trágicas da hipótese de o Irã, país inserido na região mais tensa do mundo, obter armamento nuclear.
Mais Política Externa