Política Externa

Apresentação

por em 01/09/2006

“A Comissão de Armas de Destruição em Massa (WMDC), após dez períodos de reunião ao longo de dois anos, apresenta agora seu Relatório e suas recomendações.

Éramos 14 comissários atuando em caráter pessoal, sob a presidência de Hans Blix, que vinha a concluir seu extraordinário trabalho no Iraque.

Ao analisar um grupo de armas com alta capacidade de destruição e de criar terror, o nosso objetivo comum era o de propor um amplo conjunto de passos e medidas que a comunidade internacional poderia adotar para tornar o mundo mais seguro e mais civilizado.

Opostos todos a ações unilaterais, reconhecíamos que o multilateralismo, para ter credibilidade e ser eficaz, precisa dotar-se de melhores instrumentos e mais amplos poderes.

Nossa convicção é a de que superados os cenários catastróficos da Guerra Fria enfrentamos hoje riscos mais difusos mas não menos reais, que derivam do fato de que tecnologia de produção de armas de destruição em massa a cada ano se faz mais acessível e cresce o risco de que algumas dessas armas possam cair nas mãos de atores governamentais ou não-governamentais instáveis e não-confiáveis.

As tensões que provocam programas como os que se realizam na Coréia do Norte e no Irã mostram como este grande tema deve continuar a nos preocupar e como é urgente que se encontrem melhores respostas para os desafios que essas armas representam.

Como único comissário latino-americano procurei refletir as percepções e preocupações de nossa região geográfica que, em matéria de armas de destruição em massa, é simplesmente exemplar.”

Marcos de Azambuja

Esta matéria faz parte do volume 15 nº2 da revista Política Externa
Volume 15 nº 2 - Set/Out/Nov 2006 A complexidade do momento global

Uma política externa para o século XXI

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