Política Externa
Vol. 22 nº 2 - Out/Nov/Dez 2013 Vol. 22 nº 2 - Out/Nov/Dez 2013

Diplomacia e Democratização

Na última década, a política externa brasileira tem sido capaz de se renovar e se antecipar às mudanças que estavam em curso na ordem internacional. Leia mais

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Carta dos editores

Artigos sobre aspectos diversos da política externa brasileira formam o bloco que abre esta edição da Revista. O ex-ministro das Relações Exteriores Antonio de Aguiar Patriota faz uma análise das mudanças por que ela passou na última década, em texto que enviou logo após deixar o posto, em agosto.

O embaixador Gonçalo Mello Mourão responde, no artigo seguinte, à crítica ao Itamaraty que o professor australiano Sean Burges publicou no volume 21, número 3, da Revista, sob o título “Seria o Itamaraty um problema para a política externa brasileira?”.

Dois textos acadêmicos completam esse conjunto de análises sobre a política externa brasileira: o professor Fábio Albergaria de Queiroz avalia o papel de elementos cognitivos, mais especificamente o papel das imagens na criação e implementação da Política Externa Independente (1961-1964) e o professor Dawisson Belém Lopes trata das diversas maneiras pelas quais o princípio do multilateralismo foi apreendido e traduzido, durante os mandatos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, pelas elites brasileiras formuladoras de políticas públicas.

O tema do Mercosul, sempre vital para a política externa brasileira desde que foi concebido, é abordado pelo embaixador José Botafogo Gonçalves, um de seus maiores conhecedores, de modo desafiador: “O Mercosul que está aí não é o Mercosul que foi negociado pelo Tratado de Assunção”, afirma ele, para, em seguida, propor que o acordo seja renegociado.

Outro ponto central da política externa brasileira nas últimas décadas, a OMC, é objeto do artigo de Pedro de Camargo Neto, um dos principais estudiosos do assunto no país. Para ele, a reunião ministerial de Bali, em dezembro próximo, seria uma oportunidade para fortalecer a organização multilateral, mas infelizmente, o Brasil não está mostrando ter ambições para esse encontro.

Relações entre EUA e América Latina são o assunto dos dois artigos que se seguem, o primeiro, de Abe Lowenthal, um dos mais importantes e antigos analistas desse tema na comunidade acadêmica internacional, e o outro de um jovem pesquisador, Mariano E. Bertucci, que começa a se destacar na área.

A realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014 no Brasil e suas consequências para o Brasil recebem avaliações bastante distintas, quase antagônicas, do jornalista Juca Kfouri e dos consultores (da FGV Projetos) Fernando Blumenschein e Diego Navarro, nos textos que abordam o assunto.

Ex-embaixador do Brasil em Beijing, Clodoaldo Hugueney Filho nos oferece um detalhado estudo sobre a China, um dos principais atores da cena mundial contemporânea, que passa por um processo de transformações estruturais importantes. O economista Felipe Santos, que fez mestrado na Universidade de Tsinghua, trata de um aspecto específico da economia chinesa, sua estratégia petrolífera.

Outro grande país asiático, o Japão, também está realizando modificações estruturais de grande monta em sua economia e sua sociedade, das quais trata o artigo seguinte, de autoria de Naoki Tanaka, deputado do Dieta e presidente de um importante think tank sediado em Tóquio.

Para fechar a seção de artigos, o professor Salem H. Nasser analisa as convulsões por que passa o Egito. Para ele, o risco maior é o de que grupos radicais mais violentos, já em ação no Iraque, na Síria e em tantos outros lugares, transformem o Egito em mais um campo de batalha e, talvez, de guerra civil.

Na seção “O Mundo na Ficção”, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, que foi aluno de Hannah Arendt em seus estudos de pós-graduação na Universidade de Cornell, faz uma crítica do filme de Margarethe Von Trotta que retrata um período da vida dela, e que foi recentemente exibido em São Paulo e outras cidades brasileiras.

Na seção “Passagens”, o editor da Revista, Carlos Eduardo Lins da Silva, traça uma rápida biografia de Garry Davis, excêntrico, mas combativo militante das causas da paz e do internacionalismo, que morreu, aos 92 anos.

As resenhas deste número são do livro de Celso Lafer sobre Norberto Bobbio, escrita pelo embaixador Gelson Fonseca Jr., de dois livros de Mahfuzur Rahman, feita por Helga Hoffmann, do livro sobre a Guerra do Paraguai de Moacir Assunção, redigida por Ricardo Sennes, e do mais recente livro de Moisés Naím, preparada pelo professor Luis Fernando Ayerbe.

Na seção “Documentos”, a transcrição da conferência magna proferida pelo embaixador Ronaldo Mota Sardenberg no Instituto de Relações Internacionais da USP sobre o estado da Organização das Nações Unidas, dez anos após a morte de Sérgio Vieira de Mello.

Os editores

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