Política Externa
Vol. 22 nº 4 - Abr/Mai/Jun 2014 Vol. 22 nº 4 - Abr/Mai/Jun 2014

A Política Externa Durante o Regime Militar

Cinquenta anos após o seu início e 29 anos depois de seu fim, quão importante é para os dias de hoje saber como a política externa brasileira foi conduzida durante o regime militar?. Leia mais

Conteúdo desta edição

  • Editorial
  • Artigos
  • Documentos
  • Livros
  • O mundo na ficção
  • Passagens

Carta dos editores

Esta revista tem mantido há 22 anos o objetivo de seus fundadores de servir como um fórum aberto a todas as tendências de pensamento sobre a política externa brasileira e os temas de relações internacionais.
Fiel a esse propósito, ela publica artigos com os quais nem sempre concordam seus editores e integrantes do Conselho Editorial, onde representantes de diversas correntes se congregam.
Muitas vezes, a publicação de alguns desses artigos motiva outros autores a procurarem a revista para que suas opiniões discordantes daqueles também sejam veiculadas aqui.
Sempre que os articulistas são representativos de setores expressivos da comunidade que pensa, elabora, pratica e discute política externa, a revista lhes dá guarida, o que provoca um debate intenso em benefício de toda essa comunidade e do país como um todo.
Nesta edição, dois dos artigos sobre a política externa brasileira são produto desse tipo de saudável polêmica: o do embaixador Rubens Barbosa sobre o Mercosul e o do professor Sean Burges sobre o papel do Itamaraty na formação da política externa do Brasil, ambos em resposta a textos antes aqui publicados.
A edição se abre com a análise do embaixador Fernando de Mello Barreto sobre a política externa brasileira ao longo dos 21 anos do regime militar, neste período em que o Brasil se dedica a pensar o significado do golpe ocorrido 50 anos atrás.
O grupo de textos sobre política externa brasileira deste número se fecha com uma avaliação de como ela tem sido no período de 11 anos do PT à frente do Poder Executivo, feita pelo especialista francês em relações internacionais Gérard Bodinier.
Carlos A. Primo Braga e Jean-Pierre Lehmann tratam da atualidade e das perspectivas das relações bilaterais entre Brasil e China, que ao longo deste século se tornaram uma das mais relevantes para o país.
O diplomata Eduardo Uziel, que vem estudando de forma metódica e sistemática a participação brasileira no Conselho de Segurança da ONU, traz para esta edição uma detalhada análise do comportamento do país no seu décimo mandato como membro eleito do organismo, em 2010-2011.
O consenso alcançado em Bali pela OMC em dezembro de 2013 é o tema de um dos melhores especialistas em comércio internacional do Brasil, Pedro de Camargo Neto, no artigo que fecha o bloco dedicado a temas que dizem respeito ao interesse direto do país nesta edição.
A ex-embaixadora do México no Brasil Cecilia Soto, em texto que preparou especialmente para a revista, relata as mudanças importantes por que vem passando seu país desde os inesperados resultados da eleição presidencial de julho de 2012, quando o Partido Revolucionário Institucional recuperou o poder, mas por uma diferença apertada e sem obter maioria no Congresso, o que forçou um entendimento entre as principais forças políticas que resultaram em diversas reformas estruturais que estão sendo realizadas.
O professor Luis Fernando Ayerbe trata da percepção em setores do establishment da política externa dos EUA a respeito dos desafios para a agenda hemisférica do país originários da recente profusão de mecanismos de integração regional na América Latina.
O significado da morte de Osama bin Laden para a política externa dos EUA é o tema de Daniel Afonso da Silva em seu artigo. E o conselheiro da revista Roberto Teixeira da Costa fecha a seção de monografias com seu comentário sobre “Outlook on the Global Agenda 2014” do World Economic Forum.
Na seção “Passagens”, o professor Samuel Feldberg trata do legado do líder israelense Ariel Sharon e Abraham Lowenthal da contribuição que o acadêmico Robert Pastor deu à formulação de políticas hemisféricas dos EUA.
Em “O Mundo na Ficção”, o ex-embaixador do Brasil em Beijing Clodoaldo Hugueney faz a crítica do filme Um toque de pecado, do cineasta chinês Jia Zhangke.
As resenhas deste número são sobre livros de Ricardo Lagos A América Latina no mundo, feita por Alberto Pfeifer, de José Eli da Veiga A desgovernança mundial da sustentabilidade, elaborada por Eduardo Viola, e de Antônio Carlos Lessa Uma parceria em construção: as relações entre França e Brasil, 1945-2000, de autoria de Clodoaldo Bueno.
O fecho desta edição, na seção de “Documentos”, é a íntegra da conferência proferida por Celso Lafer, presidente do Conselho Editorial da revista, sobre Octavio Paz e o mundo do século XXI, por ocasião da celebração do centenário do grande escritor mexicano, ocorrida este ano.

Os editores

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