Política Externa
Vol. 23 nº 1 - Jul/Ago/Set 2014 Vol. 23 nº 1 - Jul/Ago/Set 2014

O Mundo dos Candidatos

A Revista enviou aos três principais candidatos à Presidência da República, como tem feito desde 2002, um questionário sobre temas de política externa para que a comunidade interessada neste assunto possa avaliar o que cada um pretende fazer nessa área se conseguir se eleger.. Leia mais

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Conteúdo desta edição

  • Editorial
  • Artigos
  • Documentos
  • Entrevista
  • Livros
  • O mundo na ficção
  • Passagens

Carta dos Editores

Como tem feito desde 2002 em todas as campanhas presidenciais, a Revista tentou obter este ano dos principais candidatos respostas sobre temas de política externa para dar informação à comunidade interessada nessa área para sua decisão de voto, assim como para registrar historicamente o que cada pretendente à Presidência tem como projeto de governo para o setor.

Ao contrário do que ocorreu em 2010, quando ela foi a primeira entre os candidatos a nos enviar suas respostas, este ano a presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, não respondeu. Os dois mais importantes candidatos de oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos, sim, e o que eles têm a dizer sobre relações internacionais está nesta edição. Suas respostas foram reproduzidas na íntegra e sem edição, exceto por algumas padronizações.

A importância da China para o Brasil, realçada pela visita de Estado que o presidente Xi Jinping fez ao país em julho, após a cúpula dos BRICS de Fortaleza, é realçada nesta edição com uma série de artigos, que se segue à entrevista com os candidatos presidenciais.
Dois dos mais importantes scholars em relações internacionais chineses, Zhao Minghao e Yan Xuetong, escreveram especialmente para a Revista. O primeiro, expressivo integrante da nova geração de pensadores das relações internacionais do país, descreve os ajustes na política externa chinesa que o governo do presidente Xi está desenhando para a China.

O segundo, um já consagrado pensador desses assuntos, relaciona os valores que norteiam a política externa chinesa com os tradicionais valores da cultura do país.
Em seguida, o diplomata brasileiro Francisco Mauro Brasil De Holanda analisa os 40 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a China, que se comemoram este ano. Como toda relação entre dois grandes países, a de Brasil e China têm seus pontos de atrito, mais ou menos intensos e explícitos, um dos quais é a legítima ambição de ambos de influir na África. Os acadêmicos brasileiros Tiago Nasser Appel e Armando João Dalla Costa tratam de China e África no texto que se segue nesta edição.

O atual embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Edmundo Fujita, que foi diretor do Departamento de Ásia e Oceania do Itamaraty, encerra a série de artigos que têm a China como um dos personagens principais, com seu ensaio sobre as relações entre o Brasil e o Leste da Ásia e o que ele aponta ser a tentativa de construção de parcerias sinérgicas com aquela região do mundo.

As relações cientificas bilaterais entre Brasil e EUA são o tema do atual diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, no artigo seguinte desta edição, no qual o autor mostra as grandes oportunidades que existem para a cooperação entre os dois países nesta área.
O status internacional do Brasil e o papel que se pode esperar dele na cena internacional são discutidos no texto que se segue, de autoria do diplomata brasileiro José Humberto de Brito Cruz.
Parte considerável desse papel é desempenhada nas negociações comerciais, tema do artigo de Vera Thorstensen, Michelle Ratton Batin, Carolina Müller e Belisa Eleotério, que tratam especificamente dos novos mega-acordos e suas possíveis consequências para o Brasil.

Outro ponto que sempre entra na pauta quando se discute o status do Brasil no mundo é o seu papel na tão debatida reforma do Conselho de Segurança da ONU. O diplomata brasileiro Kassius Diniz da Silva Pontes enviou à Revista interessante artigo sobre como os cinco atuais membros permanentes do Conselho têm reagido à possibilidade de sua reforma, tendo ido da oposição à atual ambiguidade.

O último artigo desta edição, reescrito às vésperas da impressão devido à dramática evolução dos fatos na região durante o mês de julho, é sobre Israel e palestinos na faixa de Gaza, de autoria do integrante do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional do Instituto de Relações Internacionais da USP Samuel Feldberg, a quem os editores especialmente agradecem pela disposição de atualizar o texto em poucos dias e sob a pressão do calor dos acontecimentos.

Na seção “Mundo na Ficção”, Marcos de Azambuja, que foi embaixador do Brasil em Paris, analisa o filme O palácio francês (Quai d’Orsay, 2013), de Bertrand Tavernier, uma divertida paródia sobre as atividades do Ministério das Relações Exteriores da França no início do século XXI.

A seção “Resenhas” abre com um ensaio de Helga Hoffmann, membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional do IRI-USP, no qual ela comenta seis livros recentemente lançados, todos sobre o aparente declínio dos EUA como potência hegemônica no mundo. E outro livro escrito com o mesmo enfoque é o objeto da resenha seguinte, feita por Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getulio Vargas em São Paulo.

O livro “El futuro es un país extraño: una reflexión sobre la crisis social de comienzos del siglo XXI”, de Josep Fontana, é resenhado por Daniel Afonso da Silva, professor da Universidade Estadual da Paraíba. E a seção se encerra com o comentário feito por Lucas Pereira Rezende, da Universidade Federal de Santa Catarina, para o livro “Política Externa e Democracia no Brasil”, de Dawisson Belém Lopes, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Na seção “Passagens”, dois textos, um do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outro de Abraham Lowenthal, presidente emérito do Pacific Council on International Policy, homenageiam o acadêmico americano Peter Bell, que na condição de representante da Fundação Ford no Brasil nos anos da ditadura militar teve papel fundamental para a manutenção de estudos independentes na área das ciências sociais e humanas no país.

O jornalista, escritor e tradutor Eric Nepomuceno escreve sobre Gabriel García Márquez, de quem traduziu para o português diversos livros, e ressalta o papel que Gabo teve como diplomata não oficial.

O diplomata Luiz Felipe Seixas Corrêa, que foi secretário-geral do Itamaraty, faz o necrológio de Adolfo Suárez, um dos líderes do processo de democratização da Espanha após o regime franquista. E Ronaldo Sardenberg, que foi embaixador do Brasil em Moscou, trata de Eduard Chevardnadze, que foi o ministro das relações exteriores da União Soviética durante a glasnost de Mikhail Gorbachev. A seção “Passagens” se encerra com o texto do diplomata brasileiro José Alfredo Graça Lima sobre Renato Ruggiero, primeiro diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Finalmente, em “Documentos”, dois discursos de homenageados com doutorados honoris causa, Fernando Henrique Cardoso na Universidade de Tel Aviv e o ex-presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk na Universidade de Haifa, e a declaração de Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a República Árabe da Síria no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Os editores

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